é pontual o mapa dos homens em meu pensamento.
nem sempre a sombra repete o mar,
e não é sempre que dei voz aos condenados à morte.
a que oeste pertence a morte, então, se
explorar o que não nasceu
me dá vontade de falar dos oceanos?
seria melhor se, sem pedir nada,
alguma queima de roteiro acordasse nosso inverno;
e as nossas malas acordassem nosso futuro descomposto.
segunda-feira, 10 de março de 2014
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
a árvore e a floresta
?
a que recai
acordar do azul do teu, meu, nosso esquecimento?
a quem significa
ver teu rosto contra o céu,
tua enferma sanidade?
a que pretexto beijo
os ecos das conversas que não tivemos
e o peso do sol pelas próximas manhãs?
a que recai
acordar do azul do teu, meu, nosso esquecimento?
a quem significa
ver teu rosto contra o céu,
tua enferma sanidade?
a que pretexto beijo
os ecos das conversas que não tivemos
e o peso do sol pelas próximas manhãs?
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
la douleur exquise
Saio com meus envelopes em mãos,
não sinto a água batendo
no meu guarda-chuva azul violento que achei que pudesse significar algo
você observa os passos com cuidado;
nos meus pensamentos, quantas vezes você confessou seu ódio por poças na rua?
Enquanto você questiona o que farão
com a inúmera quantidade de gotas alagando as ruas
Sou movido em sentido contrário, você continua em frente;
nos movemos em direção às segundas-feiras e seus infinitos conseguintes
Ele finge saber pares de palavras
Eu lhe silenciosamente prometo que a vida o trate bem.
Voltarei em 10 min.
domingo, 8 de dezembro de 2013
dizer pirata
(photo by http://calcetin-verde.deviantart.com)
entre o que nos parece e o que é
decidi que encontramos um lugar pra encostar a cabeça.
quem sabe, por uma questão de verdade,
a manhã tem o mesmo movimento
do diferente que nunca te diriam.
sorri, gira a chave,
aqui é;
dois piratas e tudo que não foi nos dito.
sábado, 2 de novembro de 2013
foi porque sequer
Se o tudo não passar disto,
foi porque sequer, talvez,
sequer porque algo recai no que pude
e de fato escrevi a ti
por direito de desenhar maior
o que eventualmente nunca poderíamos ser
então há, se existisse, sob repente,
a possibilidade de entender que atravessa teu sim
minha chance de te afastar dos meus próprios significados.
sequer porque algo recai no que pude
e de fato escrevi a ti
por direito de desenhar maior
o que eventualmente nunca poderíamos ser
então há, se existisse, sob repente,
a possibilidade de entender que atravessa teu sim
minha chance de te afastar dos meus próprios significados.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
pressa
eu
fácil como a ida do teu rosto a oeste,
último a sumir,
tão coerente quanto um passaporte em branco,
tão coerente quanto um passaporte em branco,
espero tua fronteira entre a manhã e depois,
sob o pretexto de enxergar
a caída da noite como tua própria pressa.
sob o pretexto de enxergar
a caída da noite como tua própria pressa.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
norte
num dia excessivamente tardio
quando te concedi a preferência das bússolas
quem, pensava eu, era capaz de arrancar
o que a nós próprios poderia ter sido
quando te concedi a preferência das bússolas
quem, pensava eu, era capaz de arrancar
o que a nós próprios poderia ter sido
abaixe as malas!
esquece que eu não sei voltar
esquece que eu não sei voltar
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